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Economia

Brasil pode ter 8 milhões de empregos a mais até 2023 com reforma da Previdência

Nova Reforma

Estudo apresentado nesta sexta-feira (22) pelo Ministério da Economia compara os diferentes cenários, com ou sem a aprovação da reforma pelo Congresso
por publicado: 22/02/2019 14h23 última modificação: 22/02/2019 15h48

Um estudo, Efeito da Reforma da Previdência no crescimento do PIB,  apresentado nesta sexta-feira (22) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia, compara a situação econômica que o Brasil poderá estar no ano de 2023, caso a reforma da Previdência seja ou não aprovada pelo Congresso Nacional em 2019. De acordo com o secretário da SPE, Adolfo Sachsida, com a reforma, o país terá, em 2023, oito milhões de empregos a mais do que teria sem a aprovação. Segundo o estudo, com um novo regime previdenciário, o brasileiro poderá aumentar sua própria renda em R$ 5.772 até 2023, novamente comparando com um cenário em que não haja a aprovação do texto enviado pelo Poder Executivo. Acesse a apresentação com gráficos apresentados no estudo.

Para exemplificar, Sachsida explica o que aconteceu com o país durante o período de recessão ocorrido entre 2014 e 2016. "Entre esses anos, cada brasileiro ficou R$ 3 mil reais mais pobre. Esse foi o efeito da recessão nesse período", informa, acrescentando que haverá um efeito semelhante até 2023 se não for aprovada a reforma da Previdência. 

Por outro lado, o secretário destaca que com a aprovação o crescimento voltará e o PIB per capita aumentará. "Cada brasileiro terá R$ 5.800 a mais em seu bolso, em decorrência da reforma. Uma família de quatro pessoas, com pai, mãe e dois filhos, terá em 2023 aproximadamente 24 mil a mais graças a reforma. É caro que esse efeito se distribui de acordo com as classes de renda da população, mas o fundamental é que a reforma é justa e favorece os mais pobres. A crise econômica bate de maneira ainda mais pesada nas classes menos favorecidas ", enfatiza. 

Dívida pública

O estudo da SPE mostra que a dívida pública é o canal de transmissão do efeito da reforma da Previdência sobre a economia. Atualmente, o país está em uma trajetória complicada, com a dívida crescendo. "Muito desse crescimento vem por causa do déficit da Previdência. Com a dívida pública aumentando fica mais arriscado emprestar para o governo. Os juros aumentam, o investimento cai e o PIB também cai. É um ciclo nocivo, com uma série de efeitos ruins sobre a economia, prejudicando o desenvolvimento da sociedade", aponta Adolfo Sachsida. 

Segundo ele, em um eventual cenário inverso, sem a reforma, a dívida pública dará um pulo, haverá aumento dos juros, redução do crescimento econômico e queda de empregos. "O efeito desse aumento de juros sobre o PIB é muito rápido, então já no segundo semestre de 2020 o país voltará ao cenário recessivo. Sem a reforma, o Brasil voltará a ter problemas daqui a um ano", comparou.O secretário ressalta que a reforma da Previdência garante a diferença entre um país em recessão ou em crescimento. "A aprovação colocará a dívida pública de maneira sustentável. Com isso, o país poderá manter os juros baixos, abrindo caminho para o crescimento econômico, para ampliação dos investimentos, para a geração de empregos", frisa.