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Economia

Pesquisa da Secretaria de Política Econômica com mercado aponta que Nova Previdência potencializa o crescimento

Cenários econômicos

Boletim Prisma Fiscal consultou 64 analistas, especializados em projeções fiscais
por publicado: 15/04/2019 10h31 última modificação: 15/04/2019 12h35

Pesquisa divulgada na edição de abril do Boletim Prisma Fiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, aponta que a Nova Previdência será um divisor de águas para o crescimento do país. O levantamento foi realizado junto a 64 analistas de mercado, especializados em projeções fiscais, que responderam ao questionário entre os dias 15 de março e 05 de abril deste ano.

Na opinião deles, a aprovação da Nova Previdência em sua totalidade representará ganho de 1,1 ponto percentual (p.p.) de crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) já em 2019 e de 3 p.p. em 2020, comparando com um cenário em que não haja aprovação da reforma. Esses números se referem à diferença entre as expectativas medianas nos dois cenários.

De acordo com o subsecretário de Política Fiscal da SPE, Marco Antônio Cavalcanti, a edição de abril do Boletim Prisma Fiscal mostra que as percepções do mercado estão em linha com as avaliações da equipe econômica do governo.

"Todos os analistas que responderam ao questionário confiam que o Congresso Nacional aprovará a Nova Previdência este ano”, observou ele. ”A análise dos números que enviaram indica, também, que quanto maior a potência fiscal alcançada maior será o crescimento da economia".

Projeções até 2022

A pesquisa revela que, com a aprovação integral da Nova Previdência, na avaliação mediana do mercado, o crescimento do país será de 2,10% em 2019; 3,50% em 2020; 3,45% em 2021; e 3% em 2022.

Por outro lado, sem a aprovação da proposta no Congresso, o crescimento seguiria muito aquém do desejado, com 1% em 2019; 0,5% em 2020; 0,75% em 2021; e 1% em 2022.

Os analistas também projetaram o crescimento considerando aprovação parcial da Nova Previdência em 2019. Nesse caso, os números mostram a economia crescendo 1,95% em 2019; 2,8% em 2020; 2,7% em 2021; e 2,5% em 2022.

Além da avaliação sobre a Nova Previdência, o Boletim Prisma Fiscal de abril traz as tradicionais estimativas de desempenho da arrecadação das receitas federais, de receita líquida do governo central, de despesa total do governo central, de resultado primário e a dívida bruta do governo central. O boletim conta com mais de 100 entidades cadastradas e cerca de 60 a 70 contribuições mensais.

Geração de empregos

A partir dos dados coletados pelo Boletim Prisma Fiscal sobre o crescimento do PIB, a subsecretaria de Macroeconomia da SPE calculou as possíveis implicações em termos de geração de empregos no cenário com a Nova Previdência aprovada integralmente e no cenário sem a aprovação.

Os números mostram que em 2022, caso o Congresso aprove o texto enviado pelo governo, o país poderá ter 4,3 milhões de empregos a mais, relativamente ao cenário sem a aprovação. Os novos empregos já começariam a surgir em 2019: cerca de 170 mil postos de trabalhos criados a mais com a aprovação do texto. Em 2020 o número sobe para 1,3 milhão; e em 2021 para 2,9 milhões.