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Economia

Estoque da Dívida Pública Federal totalizou R$ 3,891 trilhões em maio

Tesouro Nacional

No mês, o custo médio das emissões da dívida interna acumulado em doze meses é mais uma vez o menor valor da série histórica
por publicado: 26/06/2019 15h43 última modificação: 26/06/2019 23h08

O Tesouro Nacional divulgou, nesta quarta-feira (26/6), o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (DPF) do mês maio.

O estoque da dívida apresentou aumento, em termos nominais, de 0,31%, passando de R$ 3,879 trilhões, em abril, para R$ 3,891 trilhões, em maio.

A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) teve seu estoque acrescido em 0,32%, passando de R$ 3,723 trilhões para R$ 3,735 trilhões. A ampliação se deu devido à apropriação positiva de juros de R$ 27,94 bilhões, parcialmente compensada pelo resgate líquido no valor de R$ 16,03 bilhões.

Em maio, as emissões da DPMFi alcançaram R$ 82,85 bilhões, dos quais R$ 36,96 bilhões em títulos com remuneração prefixada, R$ 12,46 bilhões remunerados por índice de preços e R$ 33,41 bilhões em títulos indexados à taxa flutuante. Desse total, foram emitidos R$ 72,59 bilhões nos leilões tradicionais, R$ 1,89 bilhão em leilão de troca, R$ 5,86 bilhões relativos às vendas de títulos do Programa Tesouro Direto e R$ 2,5 bilhões referentes às emissões diretas.

O custo médio das emissões da dívida interna nos últimos 12 meses foi de 7,13% ao ano, em número que representa, mais uma vez, o menor valor da série histórica (que teve início em dezembro de 2010).

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve aumento de 0,16% sobre o apurado em abril, encerrando o mês de maio em R$ 155,54 bilhões. Desse total, R$ 140,93 bilhões são referentes à dívida mobiliária e R$ 14,62 bilhões à dívida contratual.

Mercados em maio

No mês de maio, o tom no mercado externo foi predominantemente ‘negativo’ conforme avaliação realizada pela equipe do Tesouro Nacional e apresentada por Luis Felipe Vital (coordenador-geral de Operações da Dívida Pública), Lena Carvalho (coordenadora de Planejamento Estratégico da Dívida Pública) e Luiz Fernando Alves (coordenador de Controle e Pagamento da Dívida Pública).

Entre os fatores de influência, que impactaram também no mercado de emergentes, estão a intensificação do debate relacionado à política monetária do Estados Unidos e alguns ‘ruídos’ relacionados à guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas.

Por outro lado, no âmbito doméstico o cenário foi preponderantemente positivo – apesar dos mercados global e emergente em sentido contrário. “O otimismo representado na queda da curva de juros ao longo do mês é sintoma de maior confiança dos investidores relacionada ao trâmite da agenda de reformas, em especial a da Previdência”, explicou Vital.

Detentores

Os Não-residentes apresentaram aumento de R$ 10,61 bilhões em seu estoque, o que elevou a participação relativa desse grupo, que subiu de 12,5% para 12,7%. Desde o início do ano, a participação deste grupo passou de 11,2% para os atuais 12,7%. O contínuo aumento também se deve às expectativas positivas relacionadas ao avanço da agenda política. Para o Tesouro, aumento ainda mais consistente no estoque de Não-Residentes é esperado após a aprovação da Nova Previdência e demais reformas.

O grupo Governo teve uma participação relativa de 4,07%. O estoque das Seguradoras encerrou o mês em R$ 151,67 bilhões.  No grupo Previdência, houve redução do estoque, que foi de R$ 951,52 bilhões para R$ 927,45 bilhões.

Instituições financeiras aumentaram o estoque em R$ 15,70 bilhões, atingindo R$ 821,67 bilhões no mês. O grupo Fundos de Investimento também aumentou o estoque, que passou de R$ 972 bilhões para R$ 993 bilhões e permanece como principal detentor, com participação de 26,58% no mês.

Tesouro Direto

O relatório aponta que maio foi atípico para o Tesouro Direto, sendo simultaneamente o mês com o maior volume de emissões e também o maior fluxo de resgates de toda a série histórica. O título mais demandado foi o IPCA+, responsável por 43,6% das emissões no mês.

Também foi caracterizado por resgate líquido após sequência de dez meses de emissões líquidas. A venda de títulos foi de R$ 5,860 bilhões enquanto resgates corresponderam R$ 10,07 bilhões. O estoque do Tesouro Direto encerrou o mês em de R$ 55,54 bilhões, o que representa redução de 6,33% em relação a abril de 2019.

No mês passado, o programa registrou 187 mil novos investidores cadastrados, dos quais 28.545 efetivamente compraram título já no primeiro mês de participação no programa. O número de investidores ativos está em 1,03 milhão e representa aumento de 69,9% apenas nos últimos doze meses.

Mercado em junho

Conforme a avaliação do Tesouro ainda antes da conclusão do mês, o tom do mercado global já se converteu para positivo, cenário que já foi impactado nas economias emergentes. Em grande parte, a mudança de perspectiva se deve a anúncios e sinalizações de reduções nas taxas de juros por diversos bancos centrais em todo o mundo.

Quanto ao mercado doméstico, o resultado de junho segue positivo e sob as mesmas expectativas relacionadas ao avanço do trâmite das reformas que gerou o otimismo predominante em abril.

Os relatórios, tabelas e apresentações da Dívida Pública Federal estão disponíveis em http://www.tesouro.fazenda.gov.br/en/relatorio-mensal-da-divida.


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