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Economia

"Nosso crescimento é sustentável. Não tem voo de galinha na economia brasileira"

#BIF2019

Afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante sessão especial do FIB 2019
por publicado: 10/10/2019 12h22 última modificação: 14/10/2019 14h49

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, foi o palestrante da primeira sessão-chave do Fórum de Investimentos Brasil 2019, que acontece em São Paulo, nestas quinta (10/11) e sexta (11/11). Guedes iniciou sua fala apresentando os pilares da política econômica e destacou a Reforma da Previdência como "primeiro pilar" necessário para a retomada do crescimento sustentável da economia.

"Crescimento sustentável que é coordenado pelo setor privado, com crédito e fluxo privado, sem subsídios públicos. Não tem voo de galinha na economia brasileira, não tem crescimento artificial", disse.

Guedes seguiu afirmando que é preciso transformar a economia e "atacar o desequilíbrio fiscal e o gasto público – que passou de 18 para 40% do PIB nos últimos anos. O Brasil gastava muito e gastava mal. Quando olhávamos a composição do gasto a maior parte dele era com a Previdência".  De acordo com o ministro, 94% das despesas eram obrigatórias e, por isso, é preciso "descarimbar os recursos e fazer com que a classe política retome o controle sobre o orçamento público. Isso é a nova política em que há diálogo e cada região define a forma de aplicação de seus recursos" afirmou Guedes.

Os gastos para pagar juros da dívida foram apontados como outro problema da economia brasileira a ser trabalhado: "essa era a nossa segunda maior despesa e chegamos a pagar R$ 100 bilhões por ano. Por isso, precisamos desmobilizar ativos, reequilibrar as contas públicas e retomar investimentos, que já foram de até 25% do PIB e caíram para quase 1% nos últimos cinco anos".

O ministro reforçou iniciativas na área de infraestrutura que irão promover o comércio internacional nos próximos anos, como acordos com o Peru, para facilitar o comércio com a China e "um corte pelo Norte, pela Guiana Inglesa, que pode ser uma saída para nossos produtos por Roraima e entrada de recursos energéticos. Além de novos acordos comerciais com o Mercosul e com a União Europeia e diálogos com o Canadá e Coréia do Sul". Destaque, ainda, para os debates para investimentos privados em saneamento básico.

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Reindustrialização da economia com uso de energia barata e simplificação de impostos ocasionarão mais empregos, segundo Guedes. "Para se ter uma ideia, os encargos sobre a mão de obra ocasionaram os quase 40 milhões de pessoas fora do trabalho formal. Por isso é preciso desonerar a folha".

Por fim, Guedes afirmou que "assim que acabar a Reforma da Previdência, entra o Pacto Federativo e os primeiros passos da Reforma Tributária. A Reforma Tributária é importantíssima, mas não podemos fazer com urgência e correr o risco de sair malfeita. Vamos dar o primeiro passo conciliatório em direção à proposta que já está na Câmara" afirmou o ministro.