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Economia

Corrente de comércio deve crescer 4,9% em 2019

Comércio exterior

Projeção para o ano foi apresentada pelo secretário Lucas Ferraz durante entrevista coletiva, em Brasília
por publicado: 01/04/2019 17h08 última modificação: 01/04/2019 17h25

O secretário de Comércio Exterior (Secex), Lucas Ferraz, da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia, apresentou hoje (1°/4), em Brasília, uma projeção de crescimento de 4,9% da corrente de comércio brasileira em 2019, em relação ao valor registrado no ano passado (US$ 421 bilhões).  Pela estimativa da Secex, a soma das importações e exportações brasileiras deve chegar este ano a US$ 441,7 bilhões.

Coletiva Balança comercial
Secretário Lucas Ferraz analisa dados de comércio exterior do primeiro trimestre em entrevista coletiva no Ministério da Economia. Foto: Hoana Gonçalves/ME

Segundo os dados da Secex, as vendas externas brasileiras devem ter um acréscimo de 2,5% em 2019 e atingir US$ 245,9 bilhões, enquanto que as compras feitas no exterior podem chegar a US$ 195,8 bilhões, representando um aumento de 8%, em relação ao 2018. O superávit previsto é de 50,1 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas de 2017, com US$ 67 bilhões, e de 2018, com US$ 58,7 bilhões.

A ideia é que a projeção seja revisada a cada trimestre.

De acordo Lucas Ferraz, a nova estimativa marca uma mudança de ponto de vista do governo federal em relação ao comércio exterior.

“A tradição do debate público de comércio internacional no Brasil é olharmos a exportação como extremamente positiva e a importação sempre como vilã. É uma visão que vem, talvez, lá de 1950, do modelo de substituição de importações. Este governo tem uma visão mais moderna, pois enxerga o comércio internacional como uma das principais alavancas para o crescimento da produtividade”, afirmou. “Nosso objetivo é aumentar a participação do comércio internacional no PIB brasileiro”, frisou o secretário, assinalando que, por isso, a corrente de comércio é a variável mais importante.

Acesse os dados da balança comercial

Balança comercial

Análise do mês 

Em março, as exportações foram de US$ 18,120 bilhões, com queda de 1% sobre igual período do ano anterior. Em relação a fevereiro de 2019, houve aumento de 17,1%, pela média diária. As importações, no mês, totalizaram US$ 13,130 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as compras do exterior apresentaram aumento de 5,1%, e de 9,5% sobre fevereiro de 2019, também pela média diária.
A corrente de comércio alcançou US$ 31,250 bilhões, o que representou crescimento de 1,5% sobre março do ano passado. Houve superávit de US$ 4,990 bilhões, valor 22,3% inferior, também pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018 (US$ 6,420 bilhões).

Acumulado do ano   

De janeiro a março de 2019, as vendas externas brasileiras foram de US$ 53,026 bilhões, uma retração de 3%, pela média diária, em relação ao mesmo período de 2018. Já as compras do exterior somaram US$ 42,138 bilhões, 0,7% menos que o registrado mesmo período do ano anterior (US$ 42,423 bilhões).

Nos três primeiros meses deste ano, a balança comercial teve superávit de US$ 10,889 bilhões, queda de 11,1%, pela média diária, em comparação com igual período de 2018 (US$ 12,243 bilhões). A corrente de comércio chegou a US$ 95,164 bilhões, representando queda de 2%, pela média diária, em relação ao primeiro trimestre de 2018 (US$ 97,089 bilhões).

O trimestre teve crescimento na venda de produtos básicos (8,7%) e queda nas exportações de manufaturados (-9,8%) e de semimanufaturados (-3,5%).
Em relação aos básicos, houve aumento de receita de algodão em bruto (64,9%), milho em grão (52,6%), soja em grãos (22,2%), fumo em folhas (19,4%), café em grãos (5,8%), minério de ferro (3,5%) e petróleo em bruto (3%). No grupo dos manufaturados, ocorreu retração principalmente em veículos de carga (-52,2%), automóveis de passageiros (-44,7%), autopeças (-21,8%), óxidos e hidróxidos de alumínio (-18,2%), plataforma para extração de petróleo (-16,1%), óleos combustíveis (-12,5%), polímeros plásticos (-12,1%), e máquinas e aparelhos para terraplanagem (-11,8%). Dentro dos semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nas vendas de óleo de soja em bruto (-40,1%), açúcar em bruto (-32,8%), couros e peles (-22,9%), estanho em bruto (-4,5%), e ferro-ligas (-3,7%).
De janeiro a março de 2019, houve crescimento na importação de bens de capital (5,9%) e bens intermediários (2,2%) e retração nas compras de combustíveis e lubrificantes (-16,1%) e bens de consumo (-4,4%).

Por mercados fornecedores, na comparação janeiro-março 2019/2018, cresceram as compras originárias dos principais mercados: Oceania (25,5%), Ásia (14%), Mercosul (10,8%) e África (6,7%). Por outro lado, retrocederam as importações originárias da América Central e Caribe (-26,1%), União Europeia (-7,3%), Oriente Médio (-6,6%) e Estados Unidos (-5,7%).