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Economia

Superávit da balança comercial chega a US$ 3,284 bilhões em agosto, alta de 23,7%

Comércio exterior

Foi o maior saldo para meses de agosto desde 2017. No acumulado do ano, superávit chega a US$ 31,759 bilhões
por publicado: 02/09/2019 18h34 última modificação: 02/09/2019 18h34

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,284 bilhões em agosto, uma alta de 23,7% em relação ao saldo do mesmo mês do ano passado, que foi de US$ 2,775 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia (Secint/ME) nesta segunda-feira (02/09).

02-09-2019 - Divulgação da Balança Comercial

"É o maior superávit para meses de agosto desde 2017", frisou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, na entrevista coletiva realizada no Ministério da Economia, em Brasília (DF), para comentar os números. No acumulado de janeiro a agosto, o superávit chega a US$ 31,759 bilhões.

Tabela: Balança Comercial Brasileira - Agosto de 2019*

US$ milhões FOB

Período

Dias   Úteis

EXPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

CORR. COMÉRCIO

SALDO

 

Valor

Média por dia útil

Valor

Média por dia útil

Valor

Média por dia útil

Valor

Média por dia útil

 

Agosto (até a 5ª semana)

22

18.853

857,0

15.569

707,7

34.422

1.564,6

3.284

149,3

1a.semana (01 a 04)

2

1.735

867,4

2.214

1.107,1

3.949

1.974,5

-479

-239,7

2a.semana (05 a 11)

5

4.456

891,3

3.266

653,2

7.722

1.544,5

1.190

238,1

3a.semana (12 a 18)

5

3.970

794,1

3.287

657,5

7.258

1.451,6

683

136,6

4a.semana (19 a 25)

5

4.569

913,8

3.512

702,4

8.081

1.616,1

1.057

211,4

5a.semana (26 a 31)

5

4.123

824,5

3.290

657,9

7.412

1.482,5

833

166,6

Acumulado no ano

168

148.853

886,0

117.094

697,0

265.947

1.583,0

31.759

189,0

Janeiro

22

18.101

822,8

16.388

744,9

34.489

1.567,7

1.713

77,9

Fevereiro

20

15.914

795,7

12.622

631,1

28.536

1.426,8

3.292

164,6

Março

19

17.677

930,4

13.131

691,1

30.808

1.621,5

4.546

239,2

Abril

21

19.451

926,2

13.627

648,9

33.078

1.575,1

5.823

277,3

Maio

22

20.687

940,3

14.968

680,4

35.655

1.620,7

5.719

260,0

Junho

19

18.117

953,5

13.028

685,7

31.144

1.639,2

5.089

267,8

Julho

23

20.054

871,9

17.761

772,2

37.815

1.644,1

2.293

99,7

Agosto

22

18.853

857,0

15.569

707,7

34.422

1.564,6

3.284

149,3

Agosto/2018

23

21.553

937,1

18.778

816,4

40.331

1.753,5

2.775

120,6

Julho/2019

23

20.054

871,9

17.761

772,2

37.815

1.644,1

2.293

99,7

Var. % Ago-2019/Ago-2018

 

-8,5

-13,3

 

-10,8

18,4

23,7

Var. % Ago-2019/Jul-2019

 

 

-1,7

 

-8,4

 

-4,8

43,2

49,7

Jan-Agosto/2019

168

148.853

886,0

117.094

697,0

265.947

1.583,0

31.759

189,0

Jan-Agosto/2018

169

157.895

934,3

121.230

717,3

279.125

1.651,6

36.665

217,0

Var. % Jan/Ago-2019/2018

 

 

-5,2

 

-2,8

 

-4,2

-13,4

-12,9

Acumulado de doze meses

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Set/2018-Ago/2019

249

230.222

924,6

177.095

711,2

407.317

1.635,8

53.127

213,4

Set/2017-Ago/2018

250

229.705

918,8

174.137

696,5

403.842

1.615,4

55.568

222,3

Var. % Set/Ago - 2018/2017

 

 

0,6

 

2,1

 

1,3

-4,4

-4,0

*Agosto/2019: 22 dias úteis; Agosto/2018: 23 dias úteis; Julho/2019: 23 dias úteis.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior / Ministério da Economia

Veja os dados completos

http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/balanca-comercial-brasileira-semanal

Balança do mês

No mês, a exportação brasileira alcançou US$ 18,853 bilhões, uma retração de 8,5% em relação a agosto de 2018, e de 1,7% sobre julho de 2019, pela média diária. Já as importações totalizaram US$ 15,569 bilhões, um recuo de 13,3% sobre o mesmo período de 2018 e de 8,4% em relação ao mês anterior. A corrente de comércio em agosto foi de US$ 34,422 bilhões, 10,8% a menos do que no mesmo mês do ano passado.

De acordo com Herlon Brandão, as quedas tanto de exportação quanto de importação em agosto de 2019 foram influenciadas por uma base de comparação alta, já que, em agosto de 2018, houve a exportação de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 1,3 bilhão e a importação de outra plataforma de US$ 2 bilhões. Sem a compra e a venda dos equipamentos, as exportações teriam quedas reduzidas para 2,7% e as importações cairiam 2,6%, em relação aos valores registrados em agosto de 2018.

Acumulado do ano

A corrente de comércio no acumulado do ano alcançou US$ 265,947 bilhões, um recuo de 4,2%, pela média diária, sobre o mesmo período anterior, quando totalizou US$ 279,125 bilhões.

As exportações de janeiro a agosto foram de US$ 148,853 bilhões, queda de 5,2% sobre 2018. Já as importações, no período, somaram US$ 117,094 bilhões, recuo de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, de US$ 121,230 bilhões.

Exportações

As exportações de agosto foram impulsionadas pelas vendas de produtos básicos (US$ 10,347 bilhões), manufaturados (US$ 6,166 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,313 bilhões). Sobre o ano anterior, diminuíram as exportações de produtos manufaturados (-25,8%) e aumentaram as vendas de semimanufaturados (14,4%) e básicos (2,5%).

Com exceção da plataforma exportada no mesmo período do ano passado, segundo Brandão, o que motivou a queda das vendas ao exterior em agosto de 2019 foram principalmente: a redução dos embarques de soja, em função da redução da demanda mundial; a queda nas vendas de automóveis, por conta da crise da Argentina; e a redução dos preços internacionais de petróleo, que caíram 24%. 

No acumulado de janeiro a agosto, em relação ao mesmo período de 2018, diminuíram as exportações de manufaturados (-9,5%) e semimanufaturados (-0,9%), enquanto que aumentaram as vendas de produtos básicos (+0,7%).

Compradores

Em relação aos mercados compradores, cresceram as vendas para África (+14,8%), Oriente Médio (+9,5%) e Estados Unidos (+3%). Já para América Central e Caribe (-80,1%), Mercosul (-35,6%), Oceania (-19,3%), União Europeia (-8,8%) e Ásia (-0,3%) as exportações diminuíram no mês.

Os cinco países que mais compraram do Brasil em agosto foram China, Hong Kong e Macau (US$ 5,588 bilhões); Estados Unidos (US$ 2,312 bilhões); Argentina (US$ 793 milhões); Países Baixos (US$ 726 milhões) e Japão (US$ 493 milhões).

Importações

A redução das importações em agosto foi puxada pelo recuo das compras de bens de capital (-35,0%), combustíveis e lubrificantes (-34%), bens de consumo (-7%) e bens intermediários (-2%).

Já no acumulado de janeiro a agosto, sobre mesmo período do ano passado, houve queda das importações de bens de capital (-16,5%), bens de consumo (-5,5%), combustíveis e lubrificantes (-3,7%), mas aumentaram as compras de bens intermediários (+1,9%). Do lado da importação, além da plataforma, houve menor demanda no mercado interno por petróleo e derivados e automóveis.

Fornecedores

Os mercados fornecedores que se destacaram no mês foram Estados Unidos (+24,2%) e União Europeia (+6,1%), com aumentos na comparação com agosto do ano passado. Já de outros mercados houve redução das importações da África (-55,5%), Oceania (-53,1%), América Central e Caribe (-51,3%), Oriente Médio (-39,8%), Ásia (-28,9%) e Mercosul (-20,8%).

Os cinco principais países fornecedores foram Estados Unidos (US$ 3,132 bilhões), China, Hong Kong e Macau (US$ 2,998 bilhões); Alemanha (US$ 987 milhões), Argentina (US$ 825 milhões) e México (US$ 415 milhões).