Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2020 > Março > Gestores do Ministério da Economia debatem eficiência na gestão de prédios públicos

Economia

Gestores do Ministério da Economia debatem eficiência na gestão de prédios públicos

Gestão

Dentre os temas em discussão estava a ocupação dos imóveis da União e a contratação de facilities management pelo governo
por publicado: 24/03/2020 19h51 última modificação: 24/03/2020 19h52

Gestores públicos e empresas interessadas em se aprofundar no tema de contratação de facilities management – conjunto de serviços que compõem a administração predial do serviço público – participaram na manhã desta terça-feira (24/3) de conferência online (webinar) com a Associação Brasileira de Facilities (Abrafac). Na pauta, a Medida Provisória nº 915/19, que trata da  gestão e alienação dos imóveis da União, e a nova modelagem de contratação de facilities management.

O evento  dá continuidade às ações do Ministério da Economia para incentivar o mercado, sem deixar de seguir as recomendações de evitar aglomerações, devido à pandemia do novo coronavírus.

A medida é uma inovação normativa nesta área e torna possível a contratação de serviços de gestão da ocupação de imóveis públicos, reunindo em um único contrato demandas de gerenciamento, operação e manutenção dos prédios do governo.

As despesas vinculadas à ocupação predial estão entre as mais relevantes do custeio administrativo. Só no Poder Executivo Federal, sem contar estatais, estima-se em R$ 8,5 bilhões por ano o gasto para operar e manter as repartições.

“As facilities poderão recuperar e otimizar os prédios públicos de forma a potencializar o aumento da eficiência do gasto e, assim, contribuir com o ajuste fiscal”, explica Cristiano Heckert, secretário de Gestão do Ministério da Economia. “A integração, a racionalização das operações e o enxugamento dos custos administrativos irão reduzir os gastos na casa dos bilhões de reais por ano.

Atualmente, os maiores valores gastos com o custeio predial do governo federal são de 25% com contratos de empresas terceirizadas para a manutenção de vigilantes, 15% serviço de limpeza e 6% de recepcionistas. Os serviços hoje são adquiridos de forma fragmentada, gerando diversos contratos. A partir da vigência do normativo e das discussões realizadas, será possível ainda em 2020 que as primeiras ações de otimização para a ocupação de imóveis públicos sejam realizadas na Esplanada dos Ministérios.